Vereadores questionam reajuste nas contas de energia elétrica

por Imprensa publicado 03/12/2018 13h11, última modificação 03/12/2018 13h11
Requerimento

Aprovado por unanimidade na terça-feira (27), o requerimento n. 1189 solicita ao Executivo informações sobre o reajuste nas contas da DME Distribuição. O assunto foi abordado pelos vereadores Maria Cecília Opípari (PT) e Paulo Tadeu D’Arcadia (PT), que questionaram quais fatores, além da escassez hídrica dos últimos anos, impactaram na decisão do aumento nas tarifas de energia elétrica.

No documento, os vereadores pontuam que, através de notícias veiculadas na imprensa local, tomaram conhecimento de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) definiu, em reunião da diretoria realizada no dia 20 de novembro, o reajuste médio de 21,08%. Os consumidores de baixa tensão terão aumento de 20.09% e os de alta tensão 22,78%. Os parlamentares pedem a relação dos critérios que foram apresentados à ANEEL para tal aumento, além da estimativa de lucros para o próximo ano.

De acordo com Maria Cecília, existe a informação de que o Executivo não aceitou o deferimento que poderia reduzir o reajuste. O requerimento, segundo a legisladora, tem também como objetivo saber se a notícia procede. “Queremos saber se é verídica a informação de que a Prefeitura ignorou o Conselho de Consumidores, quando ele se manifestou para que o município repassasse a metade do valor, ou seja, em torno de 10%. A população já está cansada de tantos impostos e aumentos, portanto queremos saber se esse reajuste pode ser revisto”, declara.

Ainda no requerimento, a vereadora pede que as respostas sejam encaminhadas à Câmara de forma simplificada para que o cidadão possa entender todo o processo. “É difícil entender como uma empresa, que repassa milhões ao seu único acionista, não consegue ter um reajuste menor a ser repassado aos consumidores locais”, afirma.

Repasse a entidades

Os vereadores também apresentaram um pedido de informações sobre o atraso nos repasses às entidades conveniadas. No documento, eles solicitam a relação das instituições e dos meses em atraso, além de uma listagem das entidades que recebem verbas de saúde, educação e assistência social. “Há muito tempo, as entidades vêm cobrando a falta de repasses da Prefeitura. Na última terça-feira, a AADV encaminhou um ofício à Câmara informando que pode parar suas atividades. Tivemos, também, informações de que a APAE teria cancelado o transporte de alunos devido à falta de pagamento. Portanto, é uma situação que precisa ser analisada, pois são entidades que mantêm convênios há anos com o município e prestam um ótimo atendimento nas diversas áreas”, conclui Maria Cecília.

 

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