Vereadores pedem mais segurança e conforto para pacientes que aguardam no CACON durante a madrugada

por Imprensa publicado 15/02/2021 18h10, última modificação 23/02/2021 17h16
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Vereadores pedem mais segurança e conforto para pacientes que aguardam no CACON durante a madrugada

Vereadores sugerem medidas visando amenizar transtornos enfrentados pelos pacientes

Os vereadores Sílvio Assis (MDB), Luzia Martins (PDT), Diney Lenon (PT) e Roberto Santos (Republicanos) estiveram no CACON, na última sexta-feira (12). O objetivo foi obter mais informações sobre como os pacientes aguardam a distribuição de senhas antes do atendimento. A grande preocupação dos parlamentares é com relação à segurança e comodidade das pessoas, visto que a maioria chega ao local por volta de quatro horas da manhã e precisa aguardar, em filas, do lado de fora do imóvel.

Segundo os legisladores, a reivindicação não diz respeito ao atendimento prestado por médicos e servidores do CACON, visto que essa questão foi bastante elogiada por todos que aguardavam as senhas. A sugestão é para que medidas sejam tomadas visando minimizar os transtornos que os pacientes enfrentam por terem que sair de casa na madrugada. “É uma situação desumana, pois as pessoas chegam por volta de quatro horas da manhã, aguardam na fila para pegar senha e passar pelo atendimento. Falaram muito bem do atendimento, dos médicos e de toda a equipe, no entanto eles precisam passar por esse sistema precário, de pegar senha para ser atendido. Acredito que dá para fazer algo diferente, através de contato telefônico prévio ou algo semelhante”, diz a vereadora Luzia.

O vereador Roberto Santos reforça que, independente das condições climáticas, os pacientes precisam aguardar do lado de fora da unidade. “Fizemos essa visita, porque as reclamações são com relação à forma como as pessoas ficam expostas, principalmente em época de frio e chuva. São duas fileiras, uma aguardando consulta e a outra exame. Existem alguns bancos, mas a maioria fica de pé, algumas pessoas debilitadas e abatidas. O que vamos sugerir à administração é que tome alguma medida para melhorar essa situação, por exemplo, com a colocação de um guarda para abrir a porta na madrugada e receber os pacientes dentro do imóvel. As pessoas já estão em uma situação difícil, tanto de saúde como emocionalmente, e precisam ficar no local. É preciso achar uma solução”, afirma.

Para Diney Lenon, as pessoas precisam de uma atenção maior nesse período em que estão aguardando na fila. “Pudemos constatar que ali estavam pessoas desde as 04h15 da manhã, gente de Poços e de outras cidades, em uma situação de insegurança. Mulheres, idosos, pessoas fragilizadas e expostas a condições do tempo, sem acolhimento. Existe um acolhimento muito elogiado pelas pessoas, que se dá logo de manhã, existe o GAAPO, existe elogio aos servidores, mas há essa necessidade das pessoas de precisarem estar no local, por vários motivos, mais cedo. São pessoas de fora, que precisam voltar mais cedo para casa, são aquelas que precisam estar liberadas no período da tarde, enfim, não vi ali nenhum tipo de omissão, mas existe um problema de fato que as pessoas estão expostas e precisam de maior atenção. O poder público, que destina recursos em diversas parcerias com hospitais, tem o dever de fazer esse acolhimento desde o primeiro momento”, declara.

O vereador Sílvio Assis esteve por mais de uma vez no CACON, nos últimos tempos, e foi quem convidou os demais vereadores para a visita. “Estive lá uma vez e constatei que os pacientes chegam a partir das quatro horas e ficam a maior parte do tempo ao ar livre, em uma rua com declive na calçada, sem cobertura. A maioria chega muito debilitado. Retornei ao local, fiquei por duas horas e meia e, se eu cansei, imagina eles que ficam até mais tarde, até as dez, onze horas da manhã. Então, acredito que uma medida simples é manter o local aberto para receber essas pessoas. Eles já sofrem com o tratamento e isso é algo que pode ser solucionado. Com relação ao CACON não pode ser dito absolutamente nada, o atendimento é excelente, a questão é somente a espera pela senha”, finaliza o legislador.

 

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